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Outros métodos contracetivos

Hoje em dia existem uma série de métodos contracetivos à escolha quer do homem, quer da mulher, no entanto a pílula contracetiva é um dos métodos mais populares e também um dos métodos mais fiáveis. Ainda como métodos hormonais existe ao adesivo transdérmico para a contraceção semanal o anel vaginal para contraceção mensal e o implante com progestativo para contraceção de longa duração. Existem outras alternativas como é o caso dos dispositvos intrauterinos, diafragmas, preservativo feminino aplicado com espermicida. Não devemos esquecer os preservativos masculinos. O método de coito interrompido e o método de calendário são os métodos menos eficazes. No entanto devemos ter em conta que o único método 100% eficaz é a esterilização. Se algo correr mal com o uso de qualquer método contracetivo, poderá sempre recorrer à contraceção de emergência evitando assim uma gravidez não desejada e/ou um aborto.

O uso de pílulas é sem dúvida um dos métodos contracetivos mais adaptado à mulher e dos mais económicos. As pílulas com doses muito elevadas de hormonas induziam uma série de efeitos indesejáveis, que aconteciam quando eram comercializadas, o que já não acontece. Foram substituídas por pílulas com doses mais baixas de estrogénios, que reduziram muito os efeitos indesejáveis, sem perderem eficácia. A eficácia dos métodos contracetivos é medida pela fórmula de Raymond Pearl, que nos dá uma indicação de quantas mulheres férteis num grupo de 100, que utilizaram um determinado método contracetivo, engravidam no período de um ano. A principal vantagem que a pílula oferece (quando usada sem falhas), é um índice de Pearl muito baixo (menos de 1%), no entanto na prática, 8 em cada 100 utilizadoras ficam grávidas durante um ano de uso. Como é isso possível?

O risco maior prende-se com a utilização incorreta, contrário às especificações. Por exemplo, se a mulher se esquece de tomar uma ou mais pílulas na última semana do ciclo menstrual o risco de ficar grávida é mais elevado. O folheto informativo contido na embalagem do produto oferece uma descrição detalhada da melhor forma de administração da pílula, dos seus efeitos adversos, como também das indicações a seguir quando se esquece de tomar um ou mais comprimidos. Outra questão que se coloca, é se no decorrer do ciclo em que está a tomar a pílula tiver vómitos ou diarreia - nestes casos a absorção dos comprimidos não é garantida e a eficácia fica comprometida - a mulher pode deixar de estar protegida para uma gravidez não desejada. Se durante esta fase tiver alguma relação sexual, a contraceção de emergência pode ajudar.

O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um método contracetivo considerado como dos mais eficazes, logo a seguir à Pílula contracetiva, na medida em que tem um Índice de PearL de 0,8%. É recomendada uma paragem de alguns meses após 5 a 10 anos de uso do DIU. No período de pausa a mulher poderá esquecer-se que o DIU foi retirado e incorrer no risco de uma gravidez não desejada, que pode ser evitada com o uso de uma pílula de emergência.
Os Diafragmas/Pessários quando usados em combinação com um espermicída, também podem ser eficazes. São considerados métodos de barreira. Nestes casos o índice de Pearl encontra-se entre os 6-16%, dependendo do uso correto. Os preservativos femininos e masculinos, também são métodos contracetivos muito populares, que no entanto têm de ser utilizados com rigor. São muito importantes para a prevenção de doenças de transmissão sexual, no entanto no caso do preservativo ficar fora do lugar, se rasgue ou danifique, o melhor é precaver uma gravidez não desejada com o uso da contraceção de emergência.
No caso de utilizar os métodos de barreira, coito interrompido ou método do calendário, deverá ter em consideração que o índice de Pearl é baixo, respectivamente 25 e 27 - uma em cada quatro mulheres fica grávida! Nestes casos a pílula de emergência poderá ser necessária. Recomenda-se que de seguida opte por um método de contraceção regular e mais eficaz.


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